quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Controle





Conceito, tipos e aplicação


Controle significa verificação da execução. Significa também a avaliação dos resultados, comparando-os com os padrões estabelecidos e corrigindo as discrepâncias que tenham surgido.

O controle adota como medida-padrão o próprio plano e verifica até que ponto foi observado.

O controle aponta as falhas verificadas e as correções que devem ser feitas.

O controle avalia o desempenho em relação aos padrões, comparando resultados com previsões. Assim, temos, por exemplo, o controle de qualidade do produto, dos serviços, onde se verifica se a qualidade desejada foi alcançada.

O controle, por outro lado, corrige os desvios dos padrões, propondo uma ação específica para isso. Veja o exemplo do controle de qualidade de um produto: se um artigo não atinge o padrão de qualidade desejado, o controle pode recomendar que seja inutilizado o artigo ou que ele seja vendido a preço mais baixo.

Para se chegar, onde quer que seja, não é preciso dominar a força; basta controlar a razão.

Estrutura do Controle

A estrutura de controle organizacional compõe-se de uma distribuição de padrões utilizados pela organização para dominar o desempenho e conferir se as quantidades e qualidades dos meios estão de acordo com especificações de eficiência. Como consequência, tem-se o controle estratégico, tático e o operacional.


  1. Controle estratégico:O controle estratégico caracteriza-se pela visão geral da organização que o controle oferece, apresentando de forma genérica e sintética os aspectos globais que possibilitam à cúpula acompanhar o desempenho e os resultados das operações que ocorrem, analisando a organização em sua totalidade como um sistema a longo prazo. São exemplos dele os demonstativos financeiros, contábeis, orçamentos, relatórios de lucros e perdas, análise de retorno sobre investimento e eficácia organizacional.
  2. Controle Tático: Tem por objetivo analisar cada unidade organizacional como um departamento em particular ou cada conjunto de recursos isoladamente, o que proporciona um maior detalhamento, derecionando-o para o médio prazo. Suas características dependem de uma série de circunstâncias que variam conforme o ambiente em que as empresas operam a tecnologia utilizada, a estratpegia empresarial adotada, o tamanho organizacional, a amplitude de controle a disposição de cada gerente, os objetivos organizacionais etc. O control e tático engloba definições de padrões acompanhamento de resultados e sua comparação com os padrões estabelecidos, a fim de localizar os desvios e identificar as ações corretivas. Nesse nível, os controles utilizados podem ser supervisão, os relatórios e as técnicasa estatísticas, entre outros.
  3. Controle Operacional: Esse tipo de controle enfoca cada atividade ou operação em particular, envolvendo diretamente os supervisores em alguns momentos. Pode-se encontra-los em diversas áreas como produção, recursos humanos, marketing e finanças. Ocorre utilizando geralmente padrões básicos de quantidade, qualidade, tempo e custos. São exemplos de controle em nível operacional a linha de montagem (máquina e equipamentos), o s quadros de produtividade, a automação, controle de qualidade, de estoqueis e de pessoal.

=>Tipos de controles

  • Controles preventivos: Os controles preventivos, também chamados de controles preliminares, são realizados antes que comece a ativdade de trabalho. Eles asseguram que sejam estabelecidos os rumos apropriados e que os recursos adequados estejam disponíveis para segui-los. Tem por objetivos prevenir os problemas, para que não ocorram, em vez de resolve-los depois de surgirem.
  • Os orçamentos financeiros são o tipo mais comum de controle preventivo ou controle pré-ação como é chamado por alguns autores.
  • Os cronogramas são outro tipo de controle preventivo pelo fato das atividades preliminares exigirem um investimento de tempo.
  • Controles Concomitantes: Procuram focalizar o que acontece durante o processo de trabalho. Às vezes são chamados de controle de guia. Este tipo de controle permite ao administrador implementar ações corretivas no transcorrer do processo.
  • Controles de feedback: Também chamados de controles de pós-ação. Concentram-se no resultado final, em oposição aos insumos e atividades.
  • Controle Interno: Controle interno é o autocontrle. É exercido por pessoas motivadas a tomar conta de seu próprio comportamento na função.
  • Controle Externo: O controle externo amplia o processo de controle em diversos modos. Ele envolve supervisão ativa dia-a-dia. Quando os gerentes interagem e trabalham uns com os outros, frequentemente, descobrem coisas que precisam de correção, surgerindo ações para o seu aperfeiçoamento.


Indicadores de desempenho


Indicadores de desempenhos são ferramentas úteis na medição de resultados relativos à empresas e até a vida pessoal. Saiba mais como funcionam e por que são tão úteis.
Indicador é um índice de monitoramento de algo que pode ser mensurável.

Indicadores de desempenho nos permitem manter, mudar ou abortar o rumo de nossas ações, de processos empresarias, de atividades, etc. São ferramentas de gestão ligadas ao monitoramento e auxiliam no desenvolvimento de qualquer tipo de empresa. Alto desempenho atrai o sucesso, baixo desempenho leva para a direção oposta.

Tudo que for crítico para uma empresa deve ser monitorado, medido, não apenas custos, ganhos financeiros ou desperdícios. É possível medir e monitorar até mesmo coisas abstratas como, por exemplo, a satisfação. Você pode medir o grau de satisfação de seus clientes, basta criar indicadores precisos, que lhe permitam acompanhar se os seus clientes estão satisfeitos com o seu produto ou serviço, se a cada dia eles ficam mais ou menos satisfeitos, ou até mesmo se tudo que você faz para agradar parece, aos olhos deles, ‘indiferente’!



Tendências da função controle, aplicadas ao curso de Sistemas de informação.


Seguindo o mesmo assunto dos posts anteriores, eu gostaria de comentar um artigo que li outro dia no site da revista Computerworld com o seguinte título: Crise impõe novo perfil para profissional de tecnologia.

O artigo afirma que a crise mudou o perfil dos profissionais de tecnologia, e que estes precisam ser agora mais abrangentes, com múltiplas habilidades, indo além do foco no resultado e sempre de olho na gestão de custos. E que com base em uma pesquisa levada por uma empresa de consultoria de RH entre líderes de RH de 15 grandes empresas de TI e Telecom do Brasil, retiraram 7 competências que devem compor o perfil de um CIO.

A competência colocada com mais ênfase foi a questão do entendimento do negócio. Entendo que o ponto crucial para este entendimento passa pelos serviços de TI ou sistemas implantados na empresa. Para TI a implantação de um ERP significa um primeiro passo para se entender todos os processos que suportam um negócio. Evidentemente isto não significa entender o negócio em si, ou seja, as estratégias do negócio, mas é sem dúvida o primeiro passo para tirar TI de uma posição meramente de suporte para uma posição mais estratégica.

Nesta mesma linha de pensamento, em uma empresa onde existe um sistema de CRM implantado, e com uma boa integração com o ERP, a TI passa para outro estágio, digamos assim, de entendimento do negócio, já que neste momento passa a visualizar com mais clareza as relações do cliente com a empresa. Neste momento a TI começa a entender com mais objetividade as relações da empresa com o cliente, já que até este momento não tinha qualquer relacionamento com ele.

Por fim, e para não estender muito, na empresa onde existe um sistema de BI operando, coloca a TI à nível de entender o desenvolvimento de estratégias para alavancar o negócio. Neste processo a TI se insere dentro dos processos de desenvolvimento de estratégias de produtos e de vendas na empresa.

Um CIO que passa por este caminho naturalmente estará inserido dentro do ambiente estratégico da empresa, tendo o conhecimento do negócio.



Nenhum comentário:

Postar um comentário